Poucas palavras
muito silencio
nada a dizer ,nem a quem dizer
o trem taciturno passou as 11
Olhos funebres
os ventos arrastam as flores mortas
como as ondas que levaram seus risos
alento para surtar novamente
Não passará dos vinte
não há aonde se adaptar
uma corda para enforcar os sentidos
aqui jáz um inferno
numa mente habitada por abominações
aprisionadas entre as ruinas
Laminas confiscadas
convivendo com loucuras alheias
Esse mundo imundo nunca mereceu sanidade alguma
O tempo continua voando como nunca
privado da liberdade.
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