Com a cabeça em outro mundo
eu sempre escrevo o mesmo livro
com as folhas escritas com frustração
tanto tempo criando abominações
a espaçonave vôa para longe
Fobias por trás de mascaras da preguiça
errando nas mesmas tentativas
Eu olho por trás da minha cortina
outros mortais rindo no asfalto molhado
e esbravejo por meus intuitos misteriosos
qual o meu propósito
O cadaver em meus olhos atormenta
é o passado nebuloso da minha loucura
fazendo tudo errado outra vez
ansiedade fazendo infindaveis gaguejeiras
hipocritas dizendo que há outro inferno
Sementes de desespero plantadas na alma
materia prima da desistencia
o alcool ameniza os equivocos
eu voarei nos meus sonhos pelo alêm
e acordado continuarei vagando por aqui
como um forasteiro aonde nunca pertenceu
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